{"id":70468,"date":"2026-10-28T19:15:00","date_gmt":"2026-10-28T22:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=70468"},"modified":"2026-10-28T19:15:00","modified_gmt":"2026-10-28T22:15:00","slug":"ia-nao-lancada-pela-anthropic-transforma-vulnerabilidades-em-codigos-de-invasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=70468","title":{"rendered":"IA n\u00e3o lan\u00e7ada pela Anthropic transforma vulnerabilidades em c\u00f3digos de invas\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma intelig\u00eancia artificial (IA) n\u00e3o lan\u00e7ada da Anthropic conseguiu <b>identificar falhas de seguran\u00e7a em ambientes amplamente utilizados, como Chrome, Safari, Windows e Linux<\/b>, e uniu esses defeitos para criar c\u00f3digos de invas\u00e3o (exploits) funcionais.<b> <\/b>A <a href=\"https:\/\/www.anthropic.com\/research\/discovering-vulnerabilities-with-claude\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.anthropic.com\/research\/discovering-vulnerabilities-with-claude\">revela\u00e7\u00e3o<\/a> foi feita pelo Frontier Red Team, equipe de seguran\u00e7a da empresa, em um relat\u00f3rio publicado nesta ter\u00e7a-feira (27).<\/p>\n<p><b>Os especialistas explicaram que os c\u00f3digos de ataque foram constru\u00eddos em laborat\u00f3rio ap\u00f3s comandos iniciais dados ao modelo, sem registro de ataques reais explorando essas falhas na internet.<\/b> Entre os exemplos citados pelos pesquisadores est\u00e1 um experimento em que a tecnologia abriu a calculadora em um computador Mac equipado com o navegador <b>Chrome<\/b> logo ap\u00f3s o carregamento de uma p\u00e1gina web, sem qualquer clique adicional por parte do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>A autonomia demonstrada pelo sistema chamou a aten\u00e7\u00e3o da comunidade de seguran\u00e7a digital, uma vez que a combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias falhas para invadir um sistema costuma exigir equipes altamente especializadas. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil saber, ao certo, quanto de trabalho os humanos tiveram nos bastidores, pois<b> a Anthropic n\u00e3o detalhou as etapas do processo e nem revelou qual era o modelo.<\/b><\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p><b>Apesar da preocupa\u00e7\u00e3o gerada, todas as vulnerabilidades relatadas j\u00e1 foram corrigidas pelas empresas respons\u00e1veis. <\/b>A fabricante destacou, em <a href=\"https:\/\/www.anthropic.com\/news\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.anthropic.com\/news\">relat\u00f3rio t\u00e9cnico<\/a>, que a inten\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da pesquisa \u00e9 fortalecer a defesa dos sistemas:<\/p>\n<p><\/p>\n<h2>Corre\u00e7\u00f5es aplicadas e o impacto nos navegadores<\/h2>\n<p>O navegador Chrome foi um dos alvos analisados pelos pesquisadores da Anthropic. No sistema da Google, o modelo utilizou quatro falhas diferentes em sequ\u00eancia para conseguir executar comandos fora do ambiente seguro de isolamento do navegador. A empresa corrigiu os problemas na vers\u00e3o 156 do Chrome, liberada em 20 de outubro, e creditou nominalmente os pesquisadores envolvidos, conforme detalhado nas <a href=\"https:\/\/chromereleases.googleblog.com\/2026\/10\/stable-channel-update-for-desktop_02018666648.html\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/chromereleases.googleblog.com\/2026\/10\/stable-channel-update-for-desktop_02018666648.html\">atualiza\u00e7\u00f5es oficiais<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cRecebemos relat\u00f3rios de pesquisadores utilizando intelig\u00eancia artificial e trabalhamos rapidamente para blindar a plataforma antes que qualquer explora\u00e7\u00e3o mal-intencionada ocorresse\u201d, destacou a equipe de seguran\u00e7a do <b>Google<\/b>.<\/p>\n<p>No caso da <b>Apple<\/b>, a falha identificada no Safari permitia que sites mal-intencionados contornassem pol\u00edticas de seguran\u00e7a para ler dados de outras p\u00e1ginas abertas pelo usu\u00e1rio. A big tech corrigiu a falha no final de junho dste ano e tamb\u00e9m incluiu os nomes dos pesquisadores da <b>Anthropic<\/b> nous registros p\u00fablicos, conforme documentado na p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/support.apple.com\/en-us\/127594\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/support.apple.com\/en-us\/127594\">suporte de seguran\u00e7a da <b>Apple<\/b><\/a>.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p>\u201cA colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores externos e o uso de novas ferramentas de auditoria nos ajudam a antecipar cen\u00e1rios complexos de risco para os usu\u00e1rios\u201d, pontuou a fabricante do iPhone, em boletim de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para os sistemas operacionais <b>Windows<\/b> e <b>Linux<\/b>, as <a href=\"https:\/\/www.cve.org\/CVERecord?id=CVE-2026-33096\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.cve.org\/CVERecord?id=CVE-2026-33096\">falhas<\/a> envolviam brechas na pilha de rede capazes de causar quedas de servidores ou permitir o acesso root remoto (controle total sobre a m\u00e1quina afetada). As corre\u00e7\u00f5es foram distribu\u00eddas pelas respectivas comunidades e desenvolvedores ao longo deste ano, a exemplo da atualiza\u00e7\u00e3o do <b>kernel Linux<\/b> registrada sob a identifica\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.tenable.com\/cve\/CVE-2026-98432\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.tenable.com\/cve\/CVE-2026-98432\">CVE-2026-98432<\/a>.<\/p>\n<p><b>Diante do cen\u00e1rio, a empresa refor\u00e7ou que o acesso a modelos avan\u00e7ados de IA com capacidades cibern\u00e9ticas deve ser regulado para auxiliar profissionais de defesa. <\/b>Para tal a\u00e7\u00e3o, a companhia expandiu o <a href=\"https:\/\/www.anthropic.com\/news\/cyber-verification-program\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.anthropic.com\/news\/cyber-verification-program\">programa de verifica\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a<\/a> com o objetivo de que equipes de empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais utilizem vers\u00f5es avan\u00e7adas da tecnologia para auditar c\u00f3digos e antecipar falhas antes que cibercriminosos possam agir.<\/p>\n<p>Siga o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/\"><b>TecMundo<\/b><\/a> no <a href=\"https:\/\/x.com\/Tec_Mundo\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/x.com\/Tec_Mundo\">X<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tecmundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.instagram.com\/tecmundo\/\">Instagram<\/a>, <a href=\"https:\/\/web.facebook.com\/tecmundo\/?locale=pt_BR&amp;_rdc=1&amp;_rdr\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/web.facebook.com\/tecmundo\/?locale=pt_BR&amp;_rdc=1&amp;_rdr\">Facebook<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@tecmundo\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.youtube.com\/@tecmundo\">YouTube<\/a> e assine a <a href=\"https:\/\/thebrief-newsletter.beehiiv.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/thebrief-newsletter.beehiiv.com\/\">nossa newsletter<\/a> para receber as principais not\u00edcias e an\u00e1lises diretamente no seu e-mail.<\/p>\n<p>[[{&#8220;value&#8221;:&#8221;Uma intelig\u00eancia artificial (IA) n\u00e3o lan\u00e7ada da Anthropic conseguiu identificar falhas de seguran\u00e7a em ambientes amplamente utilizados, como Chrome, Safari, Windows e Linux, e uniu esses defeitos para criar c\u00f3digos de invas\u00e3o (exploits) funcionais. A revela\u00e7\u00e3o foi feita pelo Frontier Red Team, equipe de seguran\u00e7a da empresa, em um relat\u00f3rio publicado nesta ter\u00e7a-feira (27).Os especialistas explicaram que os c\u00f3digos de ataque foram constru\u00eddos em laborat\u00f3rio ap\u00f3s comandos iniciais dados ao modelo, sem registro de ataques reais explorando essas falhas na internet. Entre os exemplos citados pelos pesquisadores est\u00e1 um experimento em que a tecnologia abriu a calculadora em um computador Mac equipado com o navegador Chrome logo ap\u00f3s o carregamento de uma p\u00e1gina web, sem qualquer clique adicional por parte do usu\u00e1rio.A autonomia demonstrada pelo sistema chamou a aten\u00e7\u00e3o da comunidade de seguran\u00e7a digital, uma vez que a combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias falhas para invadir um sistema costuma exigir equipes altamente especializadas. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil saber, ao certo, quanto de trabalho os humanos tiveram nos bastidores, pois a Anthropic n\u00e3o detalhou as etapas do processo e nem revelou qual era o modelo.<\/p>\n<p>                            Apesar da preocupa\u00e7\u00e3o gerada, todas as vulnerabilidades relatadas j\u00e1 foram corrigidas pelas empresas respons\u00e1veis. A fabricante destacou, em relat\u00f3rio t\u00e9cnico, que a inten\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da pesquisa \u00e9 fortalecer a defesa dos sistemas:Corre\u00e7\u00f5es aplicadas e o impacto nos navegadores<br \/>\nO navegador Chrome foi um dos alvos analisados pelos pesquisadores da Anthropic. No sistema da Google, o modelo utilizou quatro falhas diferentes em sequ\u00eancia para conseguir executar comandos fora do ambiente seguro de isolamento do navegador. A empresa corrigiu os problemas na vers\u00e3o 156 do Chrome, liberada em 20 de outubro, e creditou nominalmente os pesquisadores envolvidos, conforme detalhado nas atualiza\u00e7\u00f5es oficiais.\u201cRecebemos relat\u00f3rios de pesquisadores utilizando intelig\u00eancia artificial e trabalhamos rapidamente para blindar a plataforma antes que qualquer explora\u00e7\u00e3o mal-intencionada ocorresse\u201d, destacou a equipe de seguran\u00e7a do Google.No caso da Apple, a falha identificada no Safari permitia que sites mal-intencionados contornassem pol\u00edticas de seguran\u00e7a para ler dados de outras p\u00e1ginas abertas pelo usu\u00e1rio. A big tech corrigiu a falha no final de junho dste ano e tamb\u00e9m incluiu os nomes dos pesquisadores da Anthropic nous registros p\u00fablicos, conforme documentado na p\u00e1gina de suporte de seguran\u00e7a da Apple.<\/p>\n<p>                            \u201cA colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores externos e o uso de novas ferramentas de auditoria nos ajudam a antecipar cen\u00e1rios complexos de risco para os usu\u00e1rios\u201d, pontuou a fabricante do iPhone, em boletim de seguran\u00e7a.Para os sistemas operacionais Windows e Linux, as falhas envolviam brechas na pilha de rede capazes de causar quedas de servidores ou permitir o acesso root remoto (controle total sobre a m\u00e1quina afetada). As corre\u00e7\u00f5es foram distribu\u00eddas pelas respectivas comunidades e desenvolvedores ao longo deste ano, a exemplo da atualiza\u00e7\u00e3o do kernel Linux registrada sob a identifica\u00e7\u00e3o CVE-2026-98432.Diante do cen\u00e1rio, a empresa refor\u00e7ou que o acesso a modelos avan\u00e7ados de IA com capacidades cibern\u00e9ticas deve ser regulado para auxiliar profissionais de defesa. Para tal a\u00e7\u00e3o, a companhia expandiu o programa de verifica\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com o objetivo de que equipes de empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais utilizem vers\u00f5es avan\u00e7adas da tecnologia para auditar c\u00f3digos e antecipar falhas antes que cibercriminosos possam agir.Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais not\u00edcias e an\u00e1lises diretamente no seu e-mail.&#8221;}]]\u00a0\u00a0Ciberseguranca\u00a0Novidades do TecMundo | Estad\u00e3o\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma intelig\u00eancia artificial (IA) n\u00e3o lan\u00e7ada da Anthropic conseguiu identificar falhas de seguran\u00e7a em ambientes amplamente utilizados, como Chrome, Safari, Windows e Linux, e uniu esses defeitos para criar c\u00f3digos de invas\u00e3o (exploits) funcionais. 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