{"id":70035,"date":"2026-10-25T21:00:00","date_gmt":"2026-10-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=70035"},"modified":"2026-10-25T21:00:00","modified_gmt":"2026-10-26T00:00:00","slug":"phantom-blade-zero-e-mais-do-que-a-soma-de-suas-partes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=70035","title":{"rendered":"Phantom Blade Zero \u00e9 mais do que a soma de suas partes"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o faz muito tempo que o mundo passou a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria de games chinesa. Se antes o mercado chin\u00eas era presen\u00e7a forte no g\u00eanero Gacha gra\u00e7as aos t\u00edtulos da HoYoverse, com o lan\u00e7amento de Black Myth Wukong em 2024, os chineses mostraram para o mundo que estavam dispostos a entrar no mercado de AAA com os dois p\u00e9s na porta.<\/p>\n<p>Agora, mais de dois anos depois do lan\u00e7amento da GameScience temos a chegada de Phantom Blade Zero, t\u00edtulo anunciado ainda em 2023 pela S-GAME, que prometia visuais estonteantes e uma gameplay quase cinematogr\u00e1fica, fortemente inspirada em filmes de kung fu. Se originalmente o t\u00edtulo foi recebido com uma certa desconfian\u00e7a de \u201cbom demais para ser verdade\u201d dada a fluidez do seu combate e anima\u00e7\u00f5es, a cada novo material lan\u00e7ado a expectativa do p\u00fablico aumentava. N\u00f3s jogamos Phantom Blade Zero de forma antecipada e vamos contar se o t\u00edtulo entrega tudo que promete na nossa an\u00e1lise a seguir!<\/p>\n<h3>Um mundo vibrante<\/h3>\n<p>Embora o fator que mais tenha chamado aten\u00e7\u00e3o nos trailers de Phantom Blade tenha sido sua gameplay, \u00e9 preciso destacar o mundo e hist\u00f3ria do jogo de estr\u00e9ia da S-GAME. Nele seguimos a hist\u00f3ria de Soul, um dos guerreiros mais poderosos de sua ordem que, evitaremos spoilers, acaba sendo considerado traidor e morre em um duelo final contra seu amigo de inf\u00e2ncia e irm\u00e3o adotivo Zuo Shang. Soul ent\u00e3o \u00e9 renascido por um misterioso curandeiro que lhe d\u00e1 um novo cora\u00e7\u00e3o com um pequeno detalhe: ele ir\u00e1 parar de bater ap\u00f3s sessenta e seis dias.<\/p>\n\n<p>A trama \u00e9 certamente um ponto forte do jogo e \u00e9 contada de maneira brilhante ora por meios mais tradicionais, como di\u00e1logos, cutscenes e flashbacks, ora por segredos nos mapas como as cartas e mensagens que podemos encontrar escondidas no mundo. Aqui irei dar uma dica que certamente irei repetir ao longo da an\u00e1lise: explorar o mundo de Phantom Blade enriquece v\u00e1rios aspectos, e a hist\u00f3ria \u00e9 um desses. Embora o jogador possa ter uma no\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo ao jogar o jogo de forma linear, explorar os cen\u00e1rios e voltar para \u00e1reas secretas ajudar\u00e1 e muito a entender a enrolada trama que assola o Wulin, o submundo dos guerreiros marciais ao qual fazemos parte. <\/p>\n<h3>Incont\u00e1veis segredos a sua espera<\/h3>\n<p>Uma coisa que foi muito importante para o sucesso de jogos de a\u00e7\u00e3o como os da s\u00e9rie Dark Souls ou Sekiro, e muitas vezes passa despercebido nos debates, \u00e9 o level design e constru\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio. Aqui temos um dos pontos mais fortes, e alguns dos primeiros deslizes de Phantom Blade. Como eu disse antes, a explora\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 constantemente apresentada como algo importante ao jogador mas isso, por si s\u00f3, n\u00e3o seria o suficiente para torn\u00e1-la parte t\u00e3o relevante da experi\u00eancia com o t\u00edtulo.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p>Isso acontece muito devido a \u00f3tima qualidade gr\u00e1fica e art\u00edstica dos cen\u00e1rios, algo impulsionado pelos j\u00e1 mostrados excelentes gr\u00e1ficos do game, mas tamb\u00e9m pelo ex\u00edmio planejamento de caminhos e segredos que temos nos diferentes mapas do jogo, que embora sejam lineares entre si, possuem diversos caminhos ramificados dentro deles. Al\u00e9m de rotas alternativas e chefes secretos que podemos encontrar enquanto navegamos em uma nova regi\u00e3o, o game empresta um conceito do g\u00eanero metroidvania e usa de travas que s\u00e3o desbloqueadas posteriormente ao adquirirmos novos equipamentos especiais, algo que funciona muito bem por aqui.<\/p>\n<p>H\u00e1, infelizmente, algumas escorregadas aqui que acabam atrapalhando a experi\u00eancia. Apesar de todos os elogios feitos, muitas vezes eu acabava ficando preso em algum objeto no cen\u00e1rio, algumas vezes por conta da c\u00e2mera e outras por conta de objetos mal posicionados pelo ambiente. Al\u00e9m disso, apesar de contar com um mapa, que serve mais para dar uma vis\u00e3o geral do que um guia propriamente dito, muitas vezes eu senti falta da possibilidade de adicionar marcadores nele. Embora o jogo marque os pontos estilo metroidvania ou portas ainda por abrir, muitas vezes eu acabava me perdendo na dire\u00e7\u00e3o ou em algum ponto que queria explorar posteriormente.<\/p>\n<h3>Kung Fu Punk<\/h3>\n<p>Finalmente chegamos no que todos esperavam saber desde os primeiros an\u00fancios: a promessa de Phantom Blade Zero de transformar o \u00e1pice da coreografia de luta de kung fu em algo jog\u00e1vel, e divertido, se sustenta? Posso facilmente falar que sim, a jogabilidade \u00e9, junto da constru\u00e7\u00e3o de mundo, o outro ponto fort\u00edssimo do t\u00edtulo. Temos aqui um combate com alma e identidades pr\u00f3prias, mas se fosse obrigado a fazer uma compara\u00e7\u00e3o diria que Sekiro \u00e9 o primeiro nome que vem \u00e0 mente, dada a velocidade dos embates e a import\u00e2ncia dos parrys e quebra de guardas tanto sua quanto dos seus advers\u00e1rios.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p>Mas fique tranquilo, Phantom Blade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mais um souls like, por horas inclusive parece que ele quer propositalmente se afastar do g\u00eanero, tomando dire\u00e7\u00f5es de game design opostas, como inimigos n\u00e3o renascerem entre checkpoints ou chefes com m\u00faltiplas fases n\u00e3o voltarem a primeira fase ap\u00f3s serem derrotados. Embora seja louv\u00e1vel a tentativa de sair do comum aqui, e acredito que o n\u00e3o respawn dos inimigos seja um grande acerto, eu acredito que a escolha dos chefes n\u00e3o reverterem para as fases iniciais seja algo atrativo para um p\u00fablico mais casual mas pode incomodar jogadores mais hardcore.<\/p>\n<p>A fluidez do combate e qualidade das anima\u00e7\u00f5es \u00e9 a primeira coisa que notamos ao controlar Soul, e claramente mostra rapidamente a influ\u00eancia de Donnie Yen, core\u00f3grafo e lutador, na consultoria dos trabalhos de motion capture. Nosso protagonista conta com duas armas principais e duas ditas armas-fantasmas, que funcionam como um especial e s\u00e3o as respons\u00e1veis por abrir caminhos secretos nos cen\u00e1rios. Enquanto muitos jogos t\u00eam dificuldade em fazer o jogador usar todos os recursos de forma natural, Phantom Blade faz isso de forma ex\u00edmia, ent\u00e3o prepare-se constantemente para trocar de armas e usar todo o arsenal a disposi\u00e7\u00e3o de Soul para derrotar seus oponentes.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o dos inimigos talvez seja um ponto que deixa a desejar, especialmente pela metade do t\u00edtulo. Embora esse problema n\u00e3o seja t\u00e3o gritante como em outros do g\u00eanero, como o recente Onimusha, por vezes eu acabava me incomodando em derrotar o mesmo grupo de inimigos diversas e diversas vezes ao longo dos cen\u00e1rios. Os chefes, entretanto, mant\u00eam um \u00f3timo padr\u00e3o de diversidade e qualidade, com designs e movimentos interessantes, al\u00e9m de serem desafiadores na medida certa, com todas essas qualidades sendo ainda mais presentes nos, diversos, chefes secretos ou opcionais, ent\u00e3o, novamente, n\u00e3o deixe de explorar!<\/p>\n<h3>Um verdadeiro arsenal a sua disposi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Se a jogabilidade \u00e9 um grande trunfo dentro de Phantom Blade Zero, preciso discorrer um pouco sobre algo dentro dela que merece seu destaque pr\u00f3prio: as armas do t\u00edtulo. Com as padr\u00f5es divididas em armas de uma m\u00e3o, duas e espadas duplas, e as armas fantasmas com at\u00e9 cinco categorias diferentes, existe um universo de op\u00e7\u00f5es a disposi\u00e7\u00e3o de Soul ao longo de sua jornada. Pessoalmente falando eu tenho um \u201ctra\u00e7o t\u00f3xico\u201d em jogos desse g\u00eanero: eu raramente mudo de armamento ao longo da minha jogatina, salvo \u00e9 claro quando estou analisando, onde eu me for\u00e7o a experimentar diferentes op\u00e7\u00f5es para poder me embasar melhor.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\"><\/div>\n<p>Em Phantom Blade isso veio de forma natural para mim, n\u00e3o s\u00f3 pela grande gama de op\u00e7\u00f5es e incentivos do jogo a experimenta\u00e7\u00e3o (j\u00e1 que podemos reverter melhorias em armas facilmente para testar outras), mas porque todas as armas possuem uma identidade e jogabilidades pr\u00f3prias. Isso torna a experi\u00eancia de alternar entre equipamentos e testar diferentes combina\u00e7\u00f5es, especialmente pelo fato de que podemos come\u00e7ar combos com uma arma e continuar com outras, uma das maiores divers\u00f5es que tive com um t\u00edtulo, ao ponto onde eu ficava empolgado a dar de cara com uma nova espada. Essas qualidades s\u00e3o ainda mais n\u00edtidas nas armas que obtemos em chefes especiais e tamb\u00e9m em chefes secretos, ent\u00e3o, mais uma vez, lembre-se: n\u00e3o deixe de explorar.<\/p>\n<h3>Vale a Pena?<\/h3>\n<p>Phantom Blade n\u00e3o \u00e9 um jogo perfeito, e honestamente seria absurdo esperar isso de um est\u00fadio t\u00e3o novo vindo de um mercado que ainda est\u00e1 galgando seu espa\u00e7o. Com alguns bugs gr\u00e1ficos, de cen\u00e1rio e de c\u00e2mera, o jogo derrapa levemente, mas nada disso \u00e9 o suficiente para tirar o brilho de suas maiores qualidades. Com um excelente level design, um combate \u00fanico, flu\u00eddo e acima de tudo divertido, uma enorme variedade de armas e com um profundo foco em explora\u00e7\u00e3o, Phantom Blade Zero surpreende n\u00e3o pelas suas virtudes isoladamente, mas porque a experi\u00eancia que vemos aqui \u00e9 maior que a soma de suas partes, entregando um dos melhores jogos do ano de 2026<\/p>\n<h3>Nota Voxel: 92<\/h3>\n<h3>Pontos positivos:<\/h3>\n<ul>\n<li>Excelente e flu\u00eddo combate<\/li>\n<li>Level design primoroso<\/li>\n<li>Diverso e extenso arsenal de armas<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Pontos negativos:<\/h3>\n<ul>\n<li>C\u00e2meras e cen\u00e1rio as vezes atrapalham no combate<\/li>\n<li>Falta de variedade nos inimigos comuns<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma c\u00f3pia de PC do jogo foi cedida pela desenvolvedora. <\/p>\n\n<p>[[{&#8220;value&#8221;:&#8221;N\u00e3o faz muito tempo que o mundo passou a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria de games chinesa. 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N\u00f3s jogamos Phantom Blade Zero de forma antecipada e vamos contar se o t\u00edtulo entrega tudo que promete na nossa an\u00e1lise a seguir!Um mundo vibrante<br \/>\nEmbora o fator que mais tenha chamado aten\u00e7\u00e3o nos trailers de Phantom Blade tenha sido sua gameplay, \u00e9 preciso destacar o mundo e hist\u00f3ria do jogo de estr\u00e9ia da S-GAME. Nele seguimos a hist\u00f3ria de Soul, um dos guerreiros mais poderosos de sua ordem que, evitaremos spoilers, acaba sendo considerado traidor e morre em um duelo final contra seu amigo de inf\u00e2ncia e irm\u00e3o adotivo Zuo Shang. Soul ent\u00e3o \u00e9 renascido por um misterioso curandeiro que lhe d\u00e1 um novo cora\u00e7\u00e3o com um pequeno detalhe: ele ir\u00e1 parar de bater ap\u00f3s sessenta e seis dias.A trama \u00e9 certamente um ponto forte do jogo e \u00e9 contada de maneira brilhante ora por meios mais tradicionais, como di\u00e1logos, cutscenes e flashbacks, ora por segredos nos mapas como as cartas e mensagens que podemos encontrar escondidas no mundo. Aqui irei dar uma dica que certamente irei repetir ao longo da an\u00e1lise: explorar o mundo de Phantom Blade enriquece v\u00e1rios aspectos, e a hist\u00f3ria \u00e9 um desses. Embora o jogador possa ter uma no\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo ao jogar o jogo de forma linear, explorar os cen\u00e1rios e voltar para \u00e1reas secretas ajudar\u00e1 e muito a entender a enrolada trama que assola o Wulin, o submundo dos guerreiros marciais ao qual fazemos parte. Incont\u00e1veis segredos a sua espera<br \/>\nUma coisa que foi muito importante para o sucesso de jogos de a\u00e7\u00e3o como os da s\u00e9rie Dark Souls ou Sekiro, e muitas vezes passa despercebido nos debates, \u00e9 o level design e constru\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio. Aqui temos um dos pontos mais fortes, e alguns dos primeiros deslizes de Phantom Blade. Como eu disse antes, a explora\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 constantemente apresentada como algo importante ao jogador mas isso, por si s\u00f3, n\u00e3o seria o suficiente para torn\u00e1-la parte t\u00e3o relevante da experi\u00eancia com o t\u00edtulo.<\/p>\n<p>                            Isso acontece muito devido a \u00f3tima qualidade gr\u00e1fica e art\u00edstica dos cen\u00e1rios, algo impulsionado pelos j\u00e1 mostrados excelentes gr\u00e1ficos do game, mas tamb\u00e9m pelo ex\u00edmio planejamento de caminhos e segredos que temos nos diferentes mapas do jogo, que embora sejam lineares entre si, possuem diversos caminhos ramificados dentro deles. Al\u00e9m de rotas alternativas e chefes secretos que podemos encontrar enquanto navegamos em uma nova regi\u00e3o, o game empresta um conceito do g\u00eanero metroidvania e usa de travas que s\u00e3o desbloqueadas posteriormente ao adquirirmos novos equipamentos especiais, algo que funciona muito bem por aqui.H\u00e1, infelizmente, algumas escorregadas aqui que acabam atrapalhando a experi\u00eancia. Apesar de todos os elogios feitos, muitas vezes eu acabava ficando preso em algum objeto no cen\u00e1rio, algumas vezes por conta da c\u00e2mera e outras por conta de objetos mal posicionados pelo ambiente. Al\u00e9m disso, apesar de contar com um mapa, que serve mais para dar uma vis\u00e3o geral do que um guia propriamente dito, muitas vezes eu senti falta da possibilidade de adicionar marcadores nele. Embora o jogo marque os pontos estilo metroidvania ou portas ainda por abrir, muitas vezes eu acabava me perdendo na dire\u00e7\u00e3o ou em algum ponto que queria explorar posteriormente.Kung Fu Punk<br \/>\nFinalmente chegamos no que todos esperavam saber desde os primeiros an\u00fancios: a promessa de Phantom Blade Zero de transformar o \u00e1pice da coreografia de luta de kung fu em algo jog\u00e1vel, e divertido, se sustenta? Posso facilmente falar que sim, a jogabilidade \u00e9, junto da constru\u00e7\u00e3o de mundo, o outro ponto fort\u00edssimo do t\u00edtulo. Temos aqui um combate com alma e identidades pr\u00f3prias, mas se fosse obrigado a fazer uma compara\u00e7\u00e3o diria que Sekiro \u00e9 o primeiro nome que vem \u00e0 mente, dada a velocidade dos embates e a import\u00e2ncia dos parrys e quebra de guardas tanto sua quanto dos seus advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>                            Mas fique tranquilo, Phantom Blade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mais um souls like, por horas inclusive parece que ele quer propositalmente se afastar do g\u00eanero, tomando dire\u00e7\u00f5es de game design opostas, como inimigos n\u00e3o renascerem entre checkpoints ou chefes com m\u00faltiplas fases n\u00e3o voltarem a primeira fase ap\u00f3s serem derrotados. Embora seja louv\u00e1vel a tentativa de sair do comum aqui, e acredito que o n\u00e3o respawn dos inimigos seja um grande acerto, eu acredito que a escolha dos chefes n\u00e3o reverterem para as fases iniciais seja algo atrativo para um p\u00fablico mais casual mas pode incomodar jogadores mais hardcore.A fluidez do combate e qualidade das anima\u00e7\u00f5es \u00e9 a primeira coisa que notamos ao controlar Soul, e claramente mostra rapidamente a influ\u00eancia de Donnie Yen, core\u00f3grafo e lutador, na consultoria dos trabalhos de motion capture. Nosso protagonista conta com duas armas principais e duas ditas armas-fantasmas, que funcionam como um especial e s\u00e3o as respons\u00e1veis por abrir caminhos secretos nos cen\u00e1rios. Enquanto muitos jogos t\u00eam dificuldade em fazer o jogador usar todos os recursos de forma natural, Phantom Blade faz isso de forma ex\u00edmia, ent\u00e3o prepare-se constantemente para trocar de armas e usar todo o arsenal a disposi\u00e7\u00e3o de Soul para derrotar seus oponentes.<\/p>\n<p>                            A varia\u00e7\u00e3o dos inimigos talvez seja um ponto que deixa a desejar, especialmente pela metade do t\u00edtulo. Embora esse problema n\u00e3o seja t\u00e3o gritante como em outros do g\u00eanero, como o recente Onimusha, por vezes eu acabava me incomodando em derrotar o mesmo grupo de inimigos diversas e diversas vezes ao longo dos cen\u00e1rios. Os chefes, entretanto, mant\u00eam um \u00f3timo padr\u00e3o de diversidade e qualidade, com designs e movimentos interessantes, al\u00e9m de serem desafiadores na medida certa, com todas essas qualidades sendo ainda mais presentes nos, diversos, chefes secretos ou opcionais, ent\u00e3o, novamente, n\u00e3o deixe de explorar!Um verdadeiro arsenal a sua disposi\u00e7\u00e3o<br \/>\nSe a jogabilidade \u00e9 um grande trunfo dentro de Phantom Blade Zero, preciso discorrer um pouco sobre algo dentro dela que merece seu destaque pr\u00f3prio: as armas do t\u00edtulo. Com as padr\u00f5es divididas em armas de uma m\u00e3o, duas e espadas duplas, e as armas fantasmas com at\u00e9 cinco categorias diferentes, existe um universo de op\u00e7\u00f5es a disposi\u00e7\u00e3o de Soul ao longo de sua jornada. Pessoalmente falando eu tenho um \u201ctra\u00e7o t\u00f3xico\u201d em jogos desse g\u00eanero: eu raramente mudo de armamento ao longo da minha jogatina, salvo \u00e9 claro quando estou analisando, onde eu me for\u00e7o a experimentar diferentes op\u00e7\u00f5es para poder me embasar melhor.<\/p>\n<p>                            Em Phantom Blade isso veio de forma natural para mim, n\u00e3o s\u00f3 pela grande gama de op\u00e7\u00f5es e incentivos do jogo a experimenta\u00e7\u00e3o (j\u00e1 que podemos reverter melhorias em armas facilmente para testar outras), mas porque todas as armas possuem uma identidade e jogabilidades pr\u00f3prias. Isso torna a experi\u00eancia de alternar entre equipamentos e testar diferentes combina\u00e7\u00f5es, especialmente pelo fato de que podemos come\u00e7ar combos com uma arma e continuar com outras, uma das maiores divers\u00f5es que tive com um t\u00edtulo, ao ponto onde eu ficava empolgado a dar de cara com uma nova espada. Essas qualidades s\u00e3o ainda mais n\u00edtidas nas armas que obtemos em chefes especiais e tamb\u00e9m em chefes secretos, ent\u00e3o, mais uma vez, lembre-se: n\u00e3o deixe de explorar.Vale a Pena?<br \/>\nPhantom Blade n\u00e3o \u00e9 um jogo perfeito, e honestamente seria absurdo esperar isso de um est\u00fadio t\u00e3o novo vindo de um mercado que ainda est\u00e1 galgando seu espa\u00e7o. Com alguns bugs gr\u00e1ficos, de cen\u00e1rio e de c\u00e2mera, o jogo derrapa levemente, mas nada disso \u00e9 o suficiente para tirar o brilho de suas maiores qualidades. Com um excelente level design, um combate \u00fanico, flu\u00eddo e acima de tudo divertido, uma enorme variedade de armas e com um profundo foco em explora\u00e7\u00e3o, Phantom Blade Zero surpreende n\u00e3o pelas suas virtudes isoladamente, mas porque a experi\u00eancia que vemos aqui \u00e9 maior que a soma de suas partes, entregando um dos melhores jogos do ano de 2026Nota Voxel: 92<br \/>\nPontos positivos:<br \/>\nExcelente e flu\u00eddo combateLevel design primorosoDiverso e extenso arsenal de armasPontos negativos:<br \/>\nC\u00e2meras e cen\u00e1rio as vezes atrapalham no combateFalta de variedade nos inimigos comunsUma c\u00f3pia de PC do jogo foi cedida pela desenvolvedora.&#8221;}]]\u00a0\u00a0Voxel\u00a0Novidades do TecMundo | Estad\u00e3o\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o faz muito tempo que o mundo passou a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria de games chinesa. 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