{"id":69899,"date":"2026-10-24T09:00:00","date_gmt":"2026-10-24T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=69899"},"modified":"2026-10-24T09:00:00","modified_gmt":"2026-10-24T12:00:00","slug":"que-fim-levou-a-dynacom-marca-brasileira-do-console-dynavision","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornal24horas.com.br\/?p=69899","title":{"rendered":"Que fim levou a Dynacom, marca brasileira do console Dynavision?"},"content":{"rendered":"<p>O <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/412898-brasil-movimenta-bilhoes-com-games-mas-mercado-ainda-nao-chegou-no-auge-diz-fundador-da-yellow-house\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/412898-brasil-movimenta-bilhoes-com-games-mas-mercado-ainda-nao-chegou-no-auge-diz-fundador-da-yellow-house\/\">mercado brasileiro de games<\/a> tem uma hist\u00f3ria peculiar, marcada por consoles exclusivos, lan\u00e7amentos atrasados e a pirataria como tema frequente. Para al\u00e9m de tudo isso, algumas fabricantes hoje esquecidas ou pouco lembradas s\u00e3o t\u00e3o ou at\u00e9 mais nost\u00e1lgicas do que as gigantes para mais de uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da <b>Dynacom<\/b>, marca nacional que conquistou uma fatia relevante do mercado com ideias arriscadas, apesar de seguir a mesma tend\u00eancia de rivais, e marcou \u00e9poca principalmente pela linha <b>Dynavision<\/b>.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse nome n\u00e3o \u00e9 mais mencionado na ind\u00fastria e novas gera\u00e7\u00f5es de jogadores j\u00e1 n\u00e3o sabem da import\u00e2ncia desses aparelhos para quem n\u00e3o tinha acesso aos consoles de Atari ou Nintendo. A seguir, conhe\u00e7a ou relembre o que aconteceu com a companhia, que sobreviveu a toda uma fase da ind\u00fastria para se tornar v\u00edtima de outras tend\u00eancias.<\/p>\n<h3>Uma refer\u00eancia no mercado de games<\/h3>\n<p>A empresa Dynacom nasce por volta de 1981 em S\u00e3o Paulo, fruto da parceria entre <b>Jerry Mayo e Gabriel Almog<\/b>. Jerry era o lado comercial da empresa, enquanto o Gabriel era mais voltado para a engenharia. Ele foi gerente na <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/404335-que-fim-levou-a-cce-a-classica-marca-nacional-de-aparelhos-de-som-e-tvs\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/404335-que-fim-levou-a-cce-a-classica-marca-nacional-de-aparelhos-de-som-e-tvs\/\">CCE<\/a>, uma marca nacional de bastante sucesso em equipamentos de som, antes de ter o pr\u00f3prio empreendimento.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, ela fazia projetos e fabricava produtos eletr\u00f4nicos de menor complexidade, como um bloqueador de chamadas telef\u00f4nicas, mas por volta de 1981 entrou no setor de games. Isso aconteceu pela <b>produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de cartuchos de Atari 2600 copiados<\/b>, depois de uma demanda das lojas Fot\u00f3ptica.<\/p>\n\n<p>Quando a Polyvox, grupo da marca Gradiente, come\u00e7a a distribuir o console oficialmente em territ\u00f3rio nacional, ela avan\u00e7a para ter o pr\u00f3prio aparelho. Esse era o per\u00edodo conhecido como <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/sobrou-pouco-da-epoca-da-reserva-de-mercado\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/sobrou-pouco-da-epoca-da-reserva-de-mercado\/\">reserva de mercado<\/a>, pol\u00edtica em que a importa\u00e7\u00e3o de eletr\u00f4nicos estrangeiros era proibida. Isso fez com que v\u00e1rias empresas nacionais ocupassem esse espa\u00e7o, hoje dos conglomerados globais.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que, em muitos casos, essas fabricantes menores n\u00e3o tinham um produto feito do zero \u2014 <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/games\/documentario-sobre-primordios-dos-games-no-brasil-estreia-neste-sabado\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/games\/documentario-sobre-primordios-dos-games-no-brasil-estreia-neste-sabado\/\">os produtos eram \u201cclones\u201d de sucessos internacionais<\/a> que n\u00e3o podiam chegar aqui.<\/p>\n<p>Um clone \u00e9 um videogame feito por uma empresa que <b>n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o da marca original, mas que replica elementos de arquitetura e o funcionamento<\/b> de um console, al\u00e9m de rodar seus cartuchos. Isso normalmente era feito por engenharia reversa, com essas empresas decidindo se iriam copiar tamb\u00e9m o visual e os cartuchos.<\/p>\n<h3>Nasce o primeiro Dynavision<\/h3>\n<p>No in\u00edcio de 1984, chega \u00e0s lojas o <b>Dynavision<\/b>. O console era um clone do Atari 2600, grande refer\u00eancia da \u00e9poca no setor, mas a qualidade do produto fez com que ele se destacasse bastante em meio a tantos clones que eram lan\u00e7ados no Brasil.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de rodar os sucessos da \u00e9poca sem precisar gastar tanto com o Atari licenciado, ele <b>foi elogiado por melhorias em design, bem diferente do original, tinha uma CPU mais poderosa e deixava a TV sem ru\u00eddo<\/b> na troca do cartucho.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n                                    <img decoding=\"async\" class=\"size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/4ZZT2ADUTFNH5AXI5C6UEKLDPU.jpg?quality=80&amp;auth=464f3225937aaed2eed96ba65ae47cb7d7ccf74bfc85fb61e4e98c048f6c8602&amp;width=710\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\/Atari Archives\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Atari 2600, o console clonado pelo primeiro Dynavision. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Atari Archives<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O modelo contava at\u00e9 com joysticks com raros conectores frontais e melhores que os originais: o <b>Dynastick<\/b>, que tinha sido lan\u00e7ado antes mesmo do console. O primeiro Dynavision teve vendas animadoras, apesar de n\u00e3o ser um fen\u00f4meno, e incentivou a marca a seguir no mercado.<\/p>\n<p>Tanto que ela lan\u00e7a em 1985 <b>o ousado MegaBoy<\/b>, uma esp\u00e9cie de \u201cAtari port\u00e1til\u201d \u2014 na verdade, um controle com encaixe para cartucho e que transmitia o sinal para uma televis\u00e3o via antena, que era obrigat\u00f3ria para uso. <\/p>\n\n<p>Ele foi focado em jogos educativos, mercado ainda pouco explorado no Brasil. Foram poucas unidades produzidas aqui, mas a Dynacom vendeu o projeto para um fabricante asi\u00e1tico e ganhou royalties dessa forma por algum tempo.<\/p>\n<p>Outra tentativa sem sucesso foi o <b>MX-1600<\/b>, um microcomputador 8 bits baseado no estrangeiro TRS-80 Color. Ele n\u00e3o foi bem sucedido comercialmente, mas foi seguido por outros lan\u00e7amentos no setor.<\/p>\n<h3>Outros consoles de sucesso da Dynacom<\/h3>\n<p>A Dynacom voltou a apostar no mercado de clones em 1989 com o <b>Dynavision II<\/b>, um dos primeiros clones nacionais do Nintendo Entertainment System, o NES ou <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/254217-nintendinho-jogos-vendidos\/?\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/254217-nintendinho-jogos-vendidos\/?\">Nintendinho<\/a>.<\/p>\n<p>Por fora, ele era quase o mesmo design do anterior, mas <b>na cor branca e at\u00e9 com os controles de manche<\/b> que nem existiam no console original.<\/p>\n<p>Os clones do NES eram melhores tecnicamente, mas a concorr\u00eancia tamb\u00e9m ficou maior, <b>inclusive contra nomes como o Phantom System da Gradiente<\/b>, o que fez a empresa perceber que teria que ousar ainda mais no pr\u00f3ximo produto.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n                                    <img decoding=\"async\" class=\"size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/QQGRC7TVTJHENMTGGVLJCTEOQQ.jpg?quality=80&amp;auth=7f555493bb02ac605896ea06fbdb896d1f550e2c1bb108b5c12cac8ecb794ac1&amp;width=710\" alt=\"Propagandas Hist\u00f3ricas\/Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Um dos v\u00e1rios an\u00fancios da Dynacom em revistas. Foto: Propagandas Hist\u00f3ricas\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Talvez o mais conhecido da empresa, o <b>Dynavision 3<\/b> de 1991 era outro clone de Nintendinho, mas com v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es. Ele trazia o novo controle Turbo Pad, que copiava o visual do Mega Drive, al\u00e9m de um painel com sensores de toque no lugar de bot\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro recurso chamativo era a entrada dupla de cartuchos, que aceitava tanto cartuchos japoneses quanto os norte-americanos, que se diferenciavam pelo formato e a quantidade de pinos.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n                                    <img decoding=\"async\" class=\"size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/O43YF2FM6ZCETLUA2NLPP45P4E.jpg?quality=80&amp;auth=a0468d9f81c844544282ff74ce94d93d31f7102e1af24c5dfd39f12cc7e03f62&amp;width=710\" alt=\"Sebo dos Games\/Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>O console Dynavision 3, com controle e acess\u00f3rio de pistola. Foto: Sebo dos Games\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Nesse per\u00edodo, a gera\u00e7\u00e3o 16 bits j\u00e1 tinha come\u00e7ado, mas o console vendeu como uma alternativa para quem n\u00e3o poderia ter os modelos mais recentes. Fora a concorr\u00eancia, no mesmo ano a reserva de mercado acaba com a <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/150-anos\/150-momentos\/plano-collor-estadao-explicou-reforma-monetaria-e-confisco-de-valores\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/150-anos\/150-momentos\/plano-collor-estadao-explicou-reforma-monetaria-e-confisco-de-valores\/\">abertura do mercado pelo ent\u00e3o presidente Fernando Collor<\/a>, ampliando a oferta de equipamentos estrangeiros e dificultando a vida das marcas nacionais.<\/p>\n<p>Por isso, a Dynacom investiu pesado em marketing na \u00e9poca, com an\u00fancios em revistas e em programas da TV aberta. Ainda na d\u00e9cada de 1990, a empresa lan\u00e7ou outros produtos para se manter ativa na ind\u00fastria:<\/p>\n<ul>\n<li>o <b>Dynavision 3 Radical e o Dynavision 3 Action<\/b>, praticamente id\u00eanticos \u00e0 terceira gera\u00e7\u00e3o, mas com pequenas altera\u00e7\u00f5es visuais e nos acess\u00f3rios.<\/li>\n<li>o <b>HandyVision<\/b>, um console port\u00e1til sem fio conectado \u00e0 TV por radiofrequ\u00eancia, como um equivalente do MegaBoy para o Nintendinho;<\/li>\n<li>o <b>Mega Vision<\/b>, um clone do MegaDrive com adaptador para ler jogos de Master System e que, pela <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/414628-tectoy-a-historia-da-gigante-brasileira-dos-videogames\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/big-techs\/414628-tectoy-a-historia-da-gigante-brasileira-dos-videogames\/\">representa\u00e7\u00e3o oficial da TecToy<\/a> com a Sega, rendeu um processo que dificultou e encurtou o seu lan\u00e7amento;<\/li>\n<li>o <b>Dynavision 4<\/b>, mais um clone do NES e tamb\u00e9m com varia\u00e7\u00f5es, como Action e Radical, al\u00e9m de novos acess\u00f3rios;<\/li>\n<li>e o <b>Magic Computer PC 95<\/b>, que era um computador pessoal com uma interface similar ao Windows, mas que tamb\u00e9m rodava os jogos do NES.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>O que aconteceu com a Dynacom?<\/h3>\n<p>A Dynacom segue sobrevivendo no mercado e volta aos holofotes no fim dos anos 2000, quando <b>fecha uma parceria com o SBT.<\/b> O canal passa a oferecer o console como pr\u00eamio em programas, al\u00e9m de aparecer em mais propagandas.<\/p>\n<p>O aparelho ficou famoso em especial no Bom Dia &amp; Cia, onde ficou conhecido por ser \u201c<b>quase um PlayStation<\/b>\u201d. Isso, claro, estava longe de ser verdade e deve ter frustrado muitos espectadores: essa era uma \u00e9poca em que consoles bem mais poderosos eram a prefer\u00eancia do consumidor, como o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/500125-ps2-vendeu-mais-de-160-milhoes-de-unidades-confirma-sony\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/500125-ps2-vendeu-mais-de-160-milhoes-de-unidades-confirma-sony\/\">PlayStation 2<\/a>, o Wii e o Xbox 360.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n                                    <img decoding=\"async\" class=\"size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/5565VKVOOJNY5LLLU7ITOG3GAA.jpg?quality=80&amp;auth=de7fee484d3f68ceccd2d304889d8814519c42e63ce3b7a2042f9039ca5d1e49&amp;width=710\" alt=\"Sony\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>O PS2 \u00e9 recordista global de vendas em consoles e foi muito popular tamb\u00e9m no Brasil. Foto: Sony\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Nos anos 2000, a empresa seguiu apostando em consoles, todos com caracter\u00edsticas em comum: <b>rodar jogos do NES e ter games na mem\u00f3ria ou distribu\u00eddos em cartuchos multijogos<\/b>, com dezenas de t\u00edtulos em um s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p>S\u00e3o dessa \u00e9poca produtos como o <b>Dynavision PC Game<\/b>, que imitava um formato de torre de desktop, e o <b>Dynavision Xtreme<\/b>, outro clone com uma pistola de acess\u00f3rio. <\/p>\n\n<p>Ela lan\u00e7a at\u00e9 o <b>Wi Vision<\/b>, uma imita\u00e7\u00e3o visual do Nintendo Wii que, na verdade, n\u00e3o era nada moderno e tamb\u00e9m ficava restrito a t\u00edtulos de muitas gera\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<h3>O fim da Dynacom<\/h3>\n<p>Com cada vez menos espa\u00e7o e verba para seguir no mercado, <b>a Dynacom para de fabricar hardware pr\u00f3prio em 2010 e \u201caluga\u201d a marca<\/b> para uma empresa de Manaus, a Ceder Eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m faz parcerias com empresas asi\u00e1ticas para trazer dois aparelhos ao pa\u00eds. Um deles \u00e9 o <b>Dingoo<\/b>, um port\u00e1til que emulava v\u00e1rias plataformas. O mercado de <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/281052-guia-completo-veja-melhores-consoles-portateis-comprar-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/voxel\/281052-guia-completo-veja-melhores-consoles-portateis-comprar-2024\/\">port\u00e1teis chineses baratos<\/a> que fazem emula\u00e7\u00e3o hoje est\u00e1 em alta, mas n\u00e3o era comum na d\u00e9cada passada.<\/p>\n<p>Outro produto nessa mesma linha foi o <b>Cybergame<\/b>. o \u00faltimo console lan\u00e7ado pela marca. Ele funcionava como uma central multim\u00eddia e de emula\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o era um aparelho bom em v\u00e1rios aspectos, da qualidade da constru\u00e7\u00e3o at\u00e9 o desempenho.<\/p>\n\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n                                    <img decoding=\"async\" class=\"size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/W52YAJ53KNENVHRZD7CH3WKRPM.jpg?quality=80&amp;auth=0523053137bacbc65364c03d86510e843334dd1302e5c3c147c05203cb4b6ccc&amp;width=710\" alt=\"Dynacom\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>O Cybergame, console de emula\u00e7\u00e3o que marcou o fim da Dynacom. Foto: Dynacom\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Assim como outras companhias em apuros, como CCE e Gradiente, ela tamb\u00e9m lan\u00e7ou produtos como um telefone fixo, um MP3 player port\u00e1til para rivalizar com o iPod e <b>at\u00e9 um MP6 \u201ctudo em um\u201d<\/b> que rodava v\u00eddeos, m\u00fasicas e era tamb\u00e9m um mini emulador.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o setor de eletr\u00f4nicos era ainda mais populoso e n\u00e3o foi mais poss\u00edvel seguir em frente. Em 2011, por cr\u00edticas sobre a qualidade dos produtos produzidos e ainda menos espa\u00e7o no mercado,<b> ela anulou o contrato de licenciamento com a Ceder Eletr\u00f4nica<\/b>.<\/p>\n\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">O LEND\u00c1RIO Dynavision Radical Plus foi o primeiro videogame de MUITA gente no Brasil.<\/p>\n<p>Engra\u00e7ado que o famoso cartucho de 64 jogos era uma ben\u00e7\u00e3o e uma maldi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>O videogame aceitava a biblioteca do NES, mas como voc\u00ea convence sua m\u00e3e a comprar novos jogos se voc\u00ea j\u00e1 tem 64? <a href=\"https:\/\/t.co\/Ru5Via1obj\">pic.twitter.com\/Ru5Via1obj<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Vi\u00favas Do Fliperama (@ViuvasDoArcade) <a href=\"https:\/\/x.com\/ViuvasDoArcade\/status\/2040767217457828309?ref_src=twsrc%5Etfw\">April 5, 2026<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Ela faz uma queima de estoque dos produtos restantes, <b>at\u00e9 encerrar as atividades de venda de eletr\u00f4nicos em definitivo<\/b>. Mesmo tanto depois depois, hoje em dia a mem\u00f3ria da Dynacom <b>segue viva entre colecionadores retr\u00f4<\/b>, que ainda lembram com carinho da ousadia da companhia, al\u00e9m da venda de consoles usados por lojas online.<\/p>\n<p>Que fim levou o Stadia, o aparelho de streaming de jogos da Google que iria \u2018revolucionar\u2019 o mercado? <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/produto-e-review\/294567-fim-levou-stadia-o-aparelho-streaming-jogos-google-que-revolucionar-o-mercado\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tecmundo\/produto-e-review\/294567-fim-levou-stadia-o-aparelho-streaming-jogos-google-que-revolucionar-o-mercado\">Saiba nesta mat\u00e9ria<\/a>! <i>\/Com informa\u00e7\u00f5es de <\/i><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qudj7B_eVZA\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qudj7B_eVZA\"><i>WarpZone<\/i><\/a><i>, <\/i><a href=\"https:\/\/museumdosgames.blogspot.com\/2013\/10\/perfil-dynacom.html\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/museumdosgames.blogspot.com\/2013\/10\/perfil-dynacom.html\"><i>Museum dos Games<\/i><\/a><i> e <\/i><a href=\"https:\/\/www.vgdb.com.br\/consoles\/dynavision\/\" target=\"_blank\" rel=\"\" title=\"https:\/\/www.vgdb.com.br\/consoles\/dynavision\/\"><i>VGDB<\/i><\/a><i>. <\/i><\/p>\n<p>[[{&#8220;value&#8221;:&#8221;O mercado brasileiro de games tem uma hist\u00f3ria peculiar, marcada por consoles exclusivos, lan\u00e7amentos atrasados e a pirataria como tema frequente. Para al\u00e9m de tudo isso, algumas fabricantes hoje esquecidas ou pouco lembradas s\u00e3o t\u00e3o ou at\u00e9 mais nost\u00e1lgicas do que as gigantes para mais de uma gera\u00e7\u00e3o.\u00c9 o caso da Dynacom, marca nacional que conquistou uma fatia relevante do mercado com ideias arriscadas, apesar de seguir a mesma tend\u00eancia de rivais, e marcou \u00e9poca principalmente pela linha Dynavision.Por\u00e9m, esse nome n\u00e3o \u00e9 mais mencionado na ind\u00fastria e novas gera\u00e7\u00f5es de jogadores j\u00e1 n\u00e3o sabem da import\u00e2ncia desses aparelhos para quem n\u00e3o tinha acesso aos consoles de Atari ou Nintendo. A seguir, conhe\u00e7a ou relembre o que aconteceu com a companhia, que sobreviveu a toda uma fase da ind\u00fastria para se tornar v\u00edtima de outras tend\u00eancias.Uma refer\u00eancia no mercado de games<br \/>\nA empresa Dynacom nasce por volta de 1981 em S\u00e3o Paulo, fruto da parceria entre Jerry Mayo e Gabriel Almog. Jerry era o lado comercial da empresa, enquanto o Gabriel era mais voltado para a engenharia. Ele foi gerente na CCE, uma marca nacional de bastante sucesso em equipamentos de som, antes de ter o pr\u00f3prio empreendimento.No in\u00edcio, ela fazia projetos e fabricava produtos eletr\u00f4nicos de menor complexidade, como um bloqueador de chamadas telef\u00f4nicas, mas por volta de 1981 entrou no setor de games. Isso aconteceu pela produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de cartuchos de Atari 2600 copiados, depois de uma demanda das lojas Fot\u00f3ptica.Quando a Polyvox, grupo da marca Gradiente, come\u00e7a a distribuir o console oficialmente em territ\u00f3rio nacional, ela avan\u00e7a para ter o pr\u00f3prio aparelho. Esse era o per\u00edodo conhecido como reserva de mercado, pol\u00edtica em que a importa\u00e7\u00e3o de eletr\u00f4nicos estrangeiros era proibida. Isso fez com que v\u00e1rias empresas nacionais ocupassem esse espa\u00e7o, hoje dos conglomerados globais.A diferen\u00e7a \u00e9 que, em muitos casos, essas fabricantes menores n\u00e3o tinham um produto feito do zero \u2014 os produtos eram \u201cclones\u201d de sucessos internacionais que n\u00e3o podiam chegar aqui.Um clone \u00e9 um videogame feito por uma empresa que n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o da marca original, mas que replica elementos de arquitetura e o funcionamento de um console, al\u00e9m de rodar seus cartuchos. Isso normalmente era feito por engenharia reversa, com essas empresas decidindo se iriam copiar tamb\u00e9m o visual e os cartuchos.Nasce o primeiro Dynavision<br \/>\nNo in\u00edcio de 1984, chega \u00e0s lojas o Dynavision. O console era um clone do Atari 2600, grande refer\u00eancia da \u00e9poca no setor, mas a qualidade do produto fez com que ele se destacasse bastante em meio a tantos clones que eram lan\u00e7ados no Brasil.Para al\u00e9m de rodar os sucessos da \u00e9poca sem precisar gastar tanto com o Atari licenciado, ele foi elogiado por melhorias em design, bem diferente do original, tinha uma CPU mais poderosa e deixava a TV sem ru\u00eddo na troca do cartucho.<\/p>\n<p>                                    Atari 2600, o console clonado pelo primeiro Dynavision. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Atari Archives<\/p>\n<p>                            O modelo contava at\u00e9 com joysticks com raros conectores frontais e melhores que os originais: o Dynastick, que tinha sido lan\u00e7ado antes mesmo do console. O primeiro Dynavision teve vendas animadoras, apesar de n\u00e3o ser um fen\u00f4meno, e incentivou a marca a seguir no mercado.Tanto que ela lan\u00e7a em 1985 o ousado MegaBoy, uma esp\u00e9cie de \u201cAtari port\u00e1til\u201d \u2014 na verdade, um controle com encaixe para cartucho e que transmitia o sinal para uma televis\u00e3o via antena, que era obrigat\u00f3ria para uso. Ele foi focado em jogos educativos, mercado ainda pouco explorado no Brasil. Foram poucas unidades produzidas aqui, mas a Dynacom vendeu o projeto para um fabricante asi\u00e1tico e ganhou royalties dessa forma por algum tempo.Outra tentativa sem sucesso foi o MX-1600, um microcomputador 8 bits baseado no estrangeiro TRS-80 Color. Ele n\u00e3o foi bem sucedido comercialmente, mas foi seguido por outros lan\u00e7amentos no setor.Outros consoles de sucesso da Dynacom<br \/>\nA Dynacom voltou a apostar no mercado de clones em 1989 com o Dynavision II, um dos primeiros clones nacionais do Nintendo Entertainment System, o NES ou Nintendinho.Por fora, ele era quase o mesmo design do anterior, mas na cor branca e at\u00e9 com os controles de manche que nem existiam no console original.Os clones do NES eram melhores tecnicamente, mas a concorr\u00eancia tamb\u00e9m ficou maior, inclusive contra nomes como o Phantom System da Gradiente, o que fez a empresa perceber que teria que ousar ainda mais no pr\u00f3ximo produto.<\/p>\n<p>                                    Um dos v\u00e1rios an\u00fancios da Dynacom em revistas. Foto: Propagandas Hist\u00f3ricas\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>                            Talvez o mais conhecido da empresa, o Dynavision 3 de 1991 era outro clone de Nintendinho, mas com v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es. Ele trazia o novo controle Turbo Pad, que copiava o visual do Mega Drive, al\u00e9m de um painel com sensores de toque no lugar de bot\u00f5es.Outro recurso chamativo era a entrada dupla de cartuchos, que aceitava tanto cartuchos japoneses quanto os norte-americanos, que se diferenciavam pelo formato e a quantidade de pinos.<\/p>\n<p>                                    O console Dynavision 3, com controle e acess\u00f3rio de pistola. Foto: Sebo dos Games\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>                            Nesse per\u00edodo, a gera\u00e7\u00e3o 16 bits j\u00e1 tinha come\u00e7ado, mas o console vendeu como uma alternativa para quem n\u00e3o poderia ter os modelos mais recentes. Fora a concorr\u00eancia, no mesmo ano a reserva de mercado acaba com a abertura do mercado pelo ent\u00e3o presidente Fernando Collor, ampliando a oferta de equipamentos estrangeiros e dificultando a vida das marcas nacionais.Por isso, a Dynacom investiu pesado em marketing na \u00e9poca, com an\u00fancios em revistas e em programas da TV aberta. Ainda na d\u00e9cada de 1990, a empresa lan\u00e7ou outros produtos para se manter ativa na ind\u00fastria:o Dynavision 3 Radical e o Dynavision 3 Action, praticamente id\u00eanticos \u00e0 terceira gera\u00e7\u00e3o, mas com pequenas altera\u00e7\u00f5es visuais e nos acess\u00f3rios.o HandyVision, um console port\u00e1til sem fio conectado \u00e0 TV por radiofrequ\u00eancia, como um equivalente do MegaBoy para o Nintendinho;o Mega Vision, um clone do MegaDrive com adaptador para ler jogos de Master System e que, pela representa\u00e7\u00e3o oficial da TecToy com a Sega, rendeu um processo que dificultou e encurtou o seu lan\u00e7amento;o Dynavision 4, mais um clone do NES e tamb\u00e9m com varia\u00e7\u00f5es, como Action e Radical, al\u00e9m de novos acess\u00f3rios;e o Magic Computer PC 95, que era um computador pessoal com uma interface similar ao Windows, mas que tamb\u00e9m rodava os jogos do NES.O que aconteceu com a Dynacom?<br \/>\nA Dynacom segue sobrevivendo no mercado e volta aos holofotes no fim dos anos 2000, quando fecha uma parceria com o SBT. O canal passa a oferecer o console como pr\u00eamio em programas, al\u00e9m de aparecer em mais propagandas.O aparelho ficou famoso em especial no Bom Dia &amp; Cia, onde ficou conhecido por ser \u201cquase um PlayStation\u201d. Isso, claro, estava longe de ser verdade e deve ter frustrado muitos espectadores: essa era uma \u00e9poca em que consoles bem mais poderosos eram a prefer\u00eancia do consumidor, como o PlayStation 2, o Wii e o Xbox 360.<\/p>\n<p>                                    O PS2 \u00e9 recordista global de vendas em consoles e foi muito popular tamb\u00e9m no Brasil. Foto: Sony\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>                            Nos anos 2000, a empresa seguiu apostando em consoles, todos com caracter\u00edsticas em comum: rodar jogos do NES e ter games na mem\u00f3ria ou distribu\u00eddos em cartuchos multijogos, com dezenas de t\u00edtulos em um s\u00f3 lugar.S\u00e3o dessa \u00e9poca produtos como o Dynavision PC Game, que imitava um formato de torre de desktop, e o Dynavision Xtreme, outro clone com uma pistola de acess\u00f3rio. Ela lan\u00e7a at\u00e9 o Wi Vision, uma imita\u00e7\u00e3o visual do Nintendo Wii que, na verdade, n\u00e3o era nada moderno e tamb\u00e9m ficava restrito a t\u00edtulos de muitas gera\u00e7\u00f5es anteriores.O fim da Dynacom<br \/>\nCom cada vez menos espa\u00e7o e verba para seguir no mercado, a Dynacom para de fabricar hardware pr\u00f3prio em 2010 e \u201caluga\u201d a marca para uma empresa de Manaus, a Ceder Eletr\u00f4nica.Ela tamb\u00e9m faz parcerias com empresas asi\u00e1ticas para trazer dois aparelhos ao pa\u00eds. Um deles \u00e9 o Dingoo, um port\u00e1til que emulava v\u00e1rias plataformas. O mercado de port\u00e1teis chineses baratos que fazem emula\u00e7\u00e3o hoje est\u00e1 em alta, mas n\u00e3o era comum na d\u00e9cada passada.Outro produto nessa mesma linha foi o Cybergame. o \u00faltimo console lan\u00e7ado pela marca. Ele funcionava como uma central multim\u00eddia e de emula\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o era um aparelho bom em v\u00e1rios aspectos, da qualidade da constru\u00e7\u00e3o at\u00e9 o desempenho.<\/p>\n<p>                                    O Cybergame, console de emula\u00e7\u00e3o que marcou o fim da Dynacom. Foto: Dynacom\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>                            Assim como outras companhias em apuros, como CCE e Gradiente, ela tamb\u00e9m lan\u00e7ou produtos como um telefone fixo, um MP3 player port\u00e1til para rivalizar com o iPod e at\u00e9 um MP6 \u201ctudo em um\u201d que rodava v\u00eddeos, m\u00fasicas e era tamb\u00e9m um mini emulador.Por\u00e9m, o setor de eletr\u00f4nicos era ainda mais populoso e n\u00e3o foi mais poss\u00edvel seguir em frente. Em 2011, por cr\u00edticas sobre a qualidade dos produtos produzidos e ainda menos espa\u00e7o no mercado, ela anulou o contrato de licenciamento com a Ceder Eletr\u00f4nica.O LEND\u00c1RIO Dynavision Radical Plus foi o primeiro videogame de MUITA gente no Brasil.Engra\u00e7ado que o famoso cartucho de 64 jogos era uma ben\u00e7\u00e3o e uma maldi\u00e7\u00e3o: O videogame aceitava a biblioteca do NES, mas como voc\u00ea convence sua m\u00e3e a comprar novos jogos se voc\u00ea j\u00e1 tem 64? pic.twitter.com\/Ru5Via1obj\u2014 Vi\u00favas Do Fliperama (@ViuvasDoArcade) April 5, 2026  Ela faz uma queima de estoque dos produtos restantes, at\u00e9 encerrar as atividades de venda de eletr\u00f4nicos em definitivo. Mesmo tanto depois depois, hoje em dia a mem\u00f3ria da Dynacom segue viva entre colecionadores retr\u00f4, que ainda lembram com carinho da ousadia da companhia, al\u00e9m da venda de consoles usados por lojas online.Que fim levou o Stadia, o aparelho de streaming de jogos da Google que iria \u2018revolucionar\u2019 o mercado? Saiba nesta mat\u00e9ria! \/Com informa\u00e7\u00f5es de WarpZone, Museum dos Games e VGDB.&#8221;}]]\u00a0\u00a0Produto e Review\u00a0Novidades do TecMundo | Estad\u00e3o\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de games tem uma hist\u00f3ria peculiar, marcada por consoles exclusivos, lan\u00e7amentos atrasados e a pirataria como tema frequente. 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